Autor - Amélia de Fátima Aversa Araújo - em
11 de agosto de 2021
- Atualizado às 17:39
“A benção, pai”, era o pedido da benevolência ancestral, que eu solicitava sempre que o encontrava. Amor antigo e prodigalizado.
Se o que nos separa é um oceano, o que nos une, além do tempo? Aquele mesmo tempo que todos percorremos, como um espaço palmilhado, centímetro a centímetro, nas gotas dos segundos finitos?
Entre pais e filhos, há os que o destino favoreceu, pois estes não se envergonham do seu sobrenome; há os que a fortuna uniu, pois aqueles viveram (e, portanto, ensinaram) os direitos e os deveres (sobretudo).
Há os que esperam a chance de reencontro na eternidade. Há os que recapitulam, dia a dia, sem nem ao menos perceberem, os gestos, os pensamentos, os sonhos do pai, como livros encapados em nova edição, atualizados, revisados e, quiçá, um pouco melhores. Ou não.
Seja o Dia dos Pais um momento de alegria, saudade ou reencontro, uma forma de canto gentil, e, sobretudo, de gratidão. Abençoado.
A benção, pai!
Amélia Aversa Araújo