Autor - Amélia Aversa Araújo - em
11 de maio de 2025
- Atualizado às 13:54
Há mães que se despedem de modo abrupto; outras, lentamente, o olhar se distanciando em linhas do tempo perdidas, em vidas não vividas. É um contínuo desaparecer, impenitente e ingovernável, como uma brecha que se abre mais e mais dentro de um abismo oculto. Mas sempre estarão conosco.
Em meio ao pó da existência, as mães são aqueles pequenos pedacinhos cheios de brilho e doçura, que aquecem e iluminam. E o amor se torna mais que um turbilhão de reações químicas. Torna-se sopro de Deus. Eterno.
Feliz Dia das Mães.
Amélia Aversa Araújo
Ilustração: “Mães e Filhos”, detalhe, Friedrich von Amerling (1803-1887).
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