» “Spree killer” na Noruega
  

“Spree killer” na Noruega

Autor - Amélia de Fátima Aversa Araújo - em 

22 de julho de 2021 - Atualizado às 15:49

“Múltiplos assassinos” são pessoas que mataram mais de uma vítima, e podem ser divididos em “rampage killers” e “serial killers”. Academicamente falando, costumam ser categorizados e conhecidos por expressões em inglês, e há divergências entre os estudiosos.

No Brasil não há, tecnicamente, “assassinos”, mas “homicidas”, haja vista que o crime previsto é “homicídio” (art. 121, CP), e não “assassinato”. Isso, contudo, não impede a compreensão do assunto.

Os “rampage (tumulto violento) killers”, por sua vez, são os “assassinos em massa” (“mass murderers”) e os “matadores de farra” (“spree killers”), cada qual com determinadas características.

Os assassinos em massa matam em um único local; os assassinos de farra (ou de fúria) matam em mais de um local, mas se considera um evento único. A diferença está no movimento. O “spree killer” é um assassino em massa itinerante.

Os “spree killers” matam em locais separados, e não há um período de reflexão entre os assassinatos. As vítimas, normalmente aleatórias, podem ser escolhidas. Tais agentes costumam ser amargurados, pretendem mostrar que são especiais.

Os “serial killers” também matam em locais distintos, mas em ocasiões separadas, com intervalos longos (semanas, meses, anos) de tempo entre cada fato. As vítimas, por sua vez, costumam ser muito importantes, sendo escolhidas consoante um perfil.

Em 22 de julho de 2011, a Noruega foi sacudida pelo horror. Um norueguês extremista de 32 anos de idade matou 8 pessoas na cidade de Oslo, usando um carro-bomba, e, horas depois, na ilha de Utøya, com um rifle e uma pistola semiautomáticos, matou outras 69 pessoas em um acampamento de jovens. No total, foram 77 mortos e dezenas de feridos. Foi condenado a 21 anos de prisão, prorrogáveis em caso de representar perigo para a sociedade.

Tecnicamente, um “spree killer”, mas é possível encontrar muitas referências a ele como “mass murderer”.

Amélia Aversa Araújo

aversaaraujo.com.br

#aversaaraujoadvogados